Saudade

Disponibilidade: Brasil

tenho poemas
que ainda não podem ser lidos

trabalho semanalmente
para que sejam escritos

R$52,00

_sobre este livro

Poetas e cientistas, acredito, têm muito em comum: ambos são experimentadores. Poetas precisam testar a palavra, ver seu peso, conferir se fica em pé se é jogada pra cima, observar o que acontece quando a palavra se esconde, o que é preciso pra que se desdobre em múltiplos sentidos. Antes de tudo, poetas experimentam a palavra. No caso deste livro, especialmente, isso é ainda mais forte: o que Ana Clara escreve é a poesia de uma cientista. Ela mesma diz que esse é o seu lugar de conforto, então não é de se estranhar que ela experimente as rimas, a sonoridade da palavra e o espaçamento do texto. Faz sentido que o poema seja, por natureza, um lugar de teste.

 Em Saudade, além da experimentação em si, a poesia também se torna um exercício de velocidade e ritmo. Ainda no começo deste livro, Ana Clara escreve que são “várias saudades de um mesmo dia”, são vários ângulos pra se ver o cotidiano, pra sentir saudade. Também explica que “saudade” é uma palavra de que gosta, então, o livro se torna uma abordagem de várias coisas, inclusive a vivência da poeta, sua perspectiva, sua memória, sua saudade. O sentimento é que sua poesia não desvia os olhos de nada, mas conta de um jeito próprio, como se, tirando uma fotografia, escolhesse outros ângulos pra mostrar o que está aí, pra todo mundo ver. Aqui fica um aviso: este livro é um experimento poético.

Em um dos poemas, Ana Clara escreve que “escrever às vezes é dolorido”, e eu concordo muito. De fato, nem todos os assuntos abordados neste livro são fáceis, mas se escrever é dolorido, o poema, em si, se colore. É no sotaque, na sonoridade, na poesia quase imagética, íntima, que a poeta foca sua poesia. É no enquadramento do cotidiano, o ônibus, o canteiro, a vista do prédio, o sol, e como ela mesma definiu, uma saudade é relembrar algo querido, puro e simples. Muito por isso, este livro é um convite para ler um poema, se sentar, ficar um pouquinho, olhar de novo. E, quem sabe, depois do fim, guardar um pouquinho de saudade pra depois.

 

Débora Cançado

 

_outras informações

isbn: 978-85-7105-343-4
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 108 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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