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As mulheres dos bosques

Disponibilidade: Brasil/Europa

Vidas diferentes convivem
dentro de um mesmo receptáculo.
Como palimpsestos.

Há três gerações de mulheres,
Misturadas, escondidas por entre
as camadas da pele do lobo

Enquanto isso, a menina, lá de dentro, no escuro
Ouve a voz que sopra ao ouvido:
o perigo é narrativa recorrente.

(A menina vermelha, 9)

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_sobre este livro

É antiga a tradição das écfrases: fazer com que uma imagem converse com palavras, e que desse encontro nasça algo novo. Katia Canton domina essa arte. Em As mulheres dos bosques, seus próprios desenhos dialogam com poemas — e no intervalo entre um e outro, um novo objeto se precipita.
A autora nomeia o último poema de “Os bosques de cura”. Cura, aqui, não é o retorno à saúde perdida nem a salvação pela fé. Vem do alemão Hagen: sebe, clareira, lugar onde o caminhante para, respira e simplesmente está. Cuidar de si — cura sui — é habitar esse bosque, entre presenças e ausências, e existir de verdade.
Katia não reescreve contos de fadas com a chatice moralista de quem apaga o passado. Ela os atravessa criticamente: a indústria dos cosméticos, o cinema de Hollywood, a guerra contra os germes, o destino doméstico da mulher. E, sobretudo, a sexualidade feminina. Seu gesto é irônico, afiado e nada ressentido: “o destino de toda princesa é encenar delicadeza”.
Aqui, a mulher faz fotossíntese. Escreve como planta que converte luz em energia — mas sem virar deusa intocável. É mundana, sujeita à raiva, à inveja, ao êxtase, à gula, à ternura. Rejeita a pose heroica para reescrever o legado do corpo, do desejo e do gozo.
O método de Katia Canton é arqueológico (reconstruir imagens), onírico (deformar como nos sonhos) e mítico (narrar o sofrimento psíquico sem fugir dele). Seus desenhos não ilustram: criam um hiato fértil. Ali, sapatos viram armas, barrigas são de pedra, a beleza desamparada se liga à inveja e à imortalidade.
Entre o bosque e a clareira, entre a palavra e o traço, resta a você, leitor, um só movimento: entrar.
Boa viagem ao leitor, e bom passeio no bosque.

Christian Dunker

_outras informações

revisão: Victor Negri
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 98 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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