Assombrado pela desventura, Adão Bencatel adquire um bar speakeasy chamado Bretão, numa zona remota e de ventos aziagos. Apesar de parca, a clientela do Bretão demonstra-se mágica, exótica e idiossincrática, ao embalo etéreo das bebidas que Adão Bencatel, qual curador, selecciona, prepara e serve. Iniciando-se como conversas de circunstância em tudo banais, os diálogos entre Adão Bencatel e os clientes do Bretão vão adquirindo uma dimensão íntima, revelando a misteriosa interligação entre os seus passados ou futuros. Pela ironia universal, Adão Bencatel vê-se imbuído, à aparente fortuidade, numa visita aos seus fantasmas mais belos e temíveis que deixara, ao esquecimento, no Burundi.
Ao largo dos meridianos é o coágulo onírico de imagens com as quais, derivando, se depara um pensamento perdido na frescura bravia de um jardim.