Amor fácil

Disponibilidade: Brasil

Miguel, Pablo e Caio têm em comum, além do afeto que os aproximou, a vivência do luto. Ao compartilharem suas visões sobre a morte e o amor, os três jovens apresentam diferentes perspectivas para uma mesma história marcada por muitas despedidas. E, na tentativa de transgredir as moralidades que consideram limitantes, se deparam com as aflições sentidas pela atual juventude miserável, cujas utopias são abafadas por uma realidade de desgraças inevitáveis. Entre um e outro adeus, os personagens tentam, cada um à sua maneira, encontrar o equilíbrio entre o amor livre e a segurança.

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_sobre este livro

Carlos Drummond de Andrade não previu esta quadrilha: Miguel ama Pablo, que, por sua vez, ama Caio e Miguel. Amor fácil, romance de estreia de Tiago Marino, nos faz pensar sobre novas configurações de relacionamentos, especialmente, sobre como lidar com os amores de alguém que se ama.

Miguel vê-se num triângulo amoroso quando se interessa por Pablo, que está com Caio. Embora o namoro seja aberto, surgem questionamentos sobre os limites deste formato de relação: pode haver envolvimento sentimental? O que se pode, ou não, revelar ao namorado nessas circunstâncias? Qual status carrega quem está com alguém que vive um relacionamento que não é fechado?

No livro que você agora tem em mãos, somos colocados diante de três jovens sensíveis, talentosos e dotados de corações esperançosos — apesar de a situação político-econômica do país não colaborar; a história se passa por volta de 2022 — que estão tentando navegar as águas nem sempre calmas do amor livre. Os personagens, extremamente cativantes, nos convidam a experimentar o balanço desse mar com todas as suas consequências, seja a delícia de furar uma onda, seja o ardido no nariz depois de um belo caldo.

O título parece ecoar Annie Ernaux, que, em Paixão simples, relata a experiência de quase loucura de apaixonar-se perdidamente por alguém. A autora, enamorada de um homem casado — rompendo, portanto, com convenções sociais — diz, em determinado momento, que, nesta relação, “tudo se resumia a uma falta infinita, exceto o momento em que estávamos juntos fazendo amor”.

Essa falta infinita, tão própria do desejo, aparece em diversos momentos de Amor simples, como, por exemplo, nos e-mails trocados entre Pablo e Miguel, em que comentam a respeito do compilado de escritos deste último, bem como dos sentimentos que nutrem um pelo outro — uma das cartas eletrônicas termina com o trecho de uma canção que pergunta “será que você ainda pensa em mim?”.

Marino, como Ernaux, acolhe, com humor, graça e delicadeza, a transgressão para falar de amor. O texto corre pelos olhos de forma suave e deliciosa. Ao final, sentimos vontade de sentar em uma mesa de bar com Miguel, Pablo e Caio para tomar um litrão e contar-lhes das vezes em que também mandamos os versos de “Quase um segundo” — tão vivos e fundos na voz de Cazuza — para pessoas por quem já fomos terrivelmente apaixonados.

Andressa Arce

Escritora e defensora pública federal. Autora do romance No dia em que não fui (Patuá) e do livro de poemas Arcada (Hámor).

_outras informações

isbn: 978-85-7105-304-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 108 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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