Quando entrar setembro

Disponibilidade: Brasil

Daquela caixa não emerge um diário, mas uma cidade, uma cidade em seu tempo, com suas pessoas e ruas, suas horas — as minhas preferidas sempre foram as da tardinha — e nela nada se modificou, foi congelado, da mesma forma que o rosto das namoradas que nunca mais vimos, e que nos recusamos a reconhecer se por acaso as encontramos. Ela, a cidade, cabe naquelas páginas, por isso é melhor deixar como está, para não ter o risco de saber que as pessoas e ruas se transformaram ou, pior, deixaram de existir.

R$60,00

_sobre este livro

Em meio ao caos de uma mudança, em plena pandemia, Eduardo, professor de História, redescobre um diário escrito em Belo Horizonte em setembro de 1986. Longe da família e dos antigos amigos, iniciando a carreira em uma cidade ainda pouco conhecida, ele experimenta a solidão, as dúvidas sobre o trabalho, a amizade e o amor, as inquietações diante da vida no Brasil recém-entrado na democracia, onde não há mais espaço para construções narrativas e posicionamentos políticos simples. Urdido sob um texto leve, por vezes divertido, por vezes melancólico, Quando entrar setembro não se limita ao relato, ou exercício autoficcional de memória ou ainda ao registro das contradições do país em meados da década de 1980, tempo em que se alimentavam esperanças de uma vida melhor. O livro traz reflexões sobre o amadurecimento e a entrada no mundo adulto ao mesmo tempo em que deixa perceber as duras permanências de nossa trajetória histórica e social, o passado que nunca nos abandona de vez, retornando com muita força em momentos de crise.

Lenílson Ferreira
Psicanalista e escritor.

_outras informações

isbn: 978-85-7105-349-6
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5cm
páginas: 188 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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