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De uma membrana vítrea nasceram espectros

Disponibilidade: Brasil/Europa

Quem diz uma mulher, diz: falésias horizontais —
uma longa jornada em direção aos meridianos.

(Tempestade solar, pág. 16)

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_sobre este livro

A tensão que se condensa no vidro, anacronicamente comportando os atravessamentos dos tempos na sua transparência, que muito esconde ao supostamente revelar: é a ilusão angustiada que Erika Rodrigues parece colocar-nos prestes a tocar em De uma membrana vítrea nasceram espectros. Lá, onde os elementos se confundem com movimentos, ritmos e imaginários. O futuro e o passado aliam-se no instante à dissidência do presente, no qual já não se pode tatear, pensar, sentir, senão como uma fratura. Pensa-se o futuro do dizer a partir do retorno hieroglífico à falsa origem da escrita. As ondas deslocam-se, já em movimento, nos cabelos encaracolados conduzidos pelo vento, a desembocar nos grãos de areia deslizantes, que assumem a dissolução e a reconstituição constante de tudo. Enche-se, aos punhados, a boca de uma sinestesia que mistura a chuva com a terra que pressente o choro dos céus. O musgo do Jardim, a ferrugem que se humedece nos pregos, a madeira que estala e se torna carvão, anunciam essa subversão do tempo que passa, marcando a distância necessária para a produção de organismos-palavras, de mofos-flores, que se unem na sua distância, e a despeito dela. A obra compõe-se de quatro momentos, quatro movimentos, quatro gestos dessa fratura vítrea, a partir da qual nasceram os espectros rebentos, que carregam a membrana-translúcida, o corpo-terra, as formas-dispersão e o peso-corte. Em “Teu corpo de ondas, Helena”, as planícies, os campos, os ventos, os mares amalgamam-se com a indecidibilidade e a esperança da matéria em um dia chegar a ser inteira. Em “Tua boca de terra, existe”, o corpo, já despido da sua pele, choca-se com a metamorfose fértil do seu futuro, que permanece promessa. Em “Tua forma, incógnita”, estes deslimites são testados na transparência que vela a inefabilidade para, enfim, em “Teu peso humano, espada”, sentir o espectro a assombrar esse devir com passados intocáveis, exceto por seus rastos em musgo, mofo, fungos, sarcófagos e subtração. A poesia de Erika Rodrigues espanta ao inscrever-nos num movimento que não cessa e que nos joga ao mar, de frente à miragem de um dia, enfim, tocarmos o dedo de Deus.

Mayara Dionizio

_outras informações

ISBN: 978-85-7105-418-9
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 68 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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