Há uma aranha morta, no corredor de entrada da casa onde eu moro.
A cada entrada e saída, penso em acender um incenso e enterrá-la no jardim.
Mas não é sobre o luto da aranha.
Materializações possíveis de uma perda?
Hoje fez uma semana, o cadáver da aranha segue lá.
R$52,00
_sobre este livro
“Se soubéssemos alguma coisa daquilo que vamos escrever antes de fazê-lo, talvez nunca escreveríamos. Não valeria a pena”. Li, não exatamente com essas palavras, pouco depois de juntar esses fragmentos esparramados escritos para você nos últimos três anos. Juntei tudo para virar livro, não desses com começo, meio e fim, mas desses que tentam amarrar, com fios tênues, aquilo que escapa.
“Escrevi para tentar elaborar um aborto. Escrevi para compreender o desejo de engravidar. Escrevi porque senti que precisava contar ao filho desejado tudo o que antecedeu sua possível chegada, com todas as contradições e estranhezas desse percurso de morte e vida”, escrevi no formulário de inscrição do edital da editora.
Talvez não seja nada disso. Talvez estes fragmentos em Cartas, rio, você não passem de uma tentativa — muito pessoal, mas agora compartilhada — para descobrir o que eu escreveria, se tentasse escrever.
Clara Figueiredo
_outras informações
isbn: 978-65-6035-040-3
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 124 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª