Minha filha aprendeu a palavra “dodói” já faz um tempo (aliás, é uma das minhas favoritas, já que ela fala de um jeito muito fofo, uma coisa meio “djodói”, aponta para a parte do corpo machucada ou para o responsável pela ferida, que costuma ser uma parede, uma quina ou algo do tipo). Ela andava mostrando muito um “dodói” no joelho, que ela ralou nem me lembro onde, e que já estava bem cicatrizado. A gente dizia que aquele dodói já tinha sarado, mas sempre dava um beijo, fazia um carinho, dava um consolo que fosse.
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_sobre este livro
O tempo, que Einstein proclama relativo e Gil, rei, espalha-se impiedoso pela maternidade, alterando até as coisas do lugar. Os dias parecem se arrastar, enquanto os anos correm ligeiros. As crianças crescem aos soluços e o que era, num piscar de olhos, já não é mais. Embaça a memória até que não saibamos mais diferir os fatos das invenções.
Em Quem era eu antes de ser sua mãe, Fernanda França insurge-se contra o tempo, laça-o com tinta de caneta, submetendo-o à cristalização da palavra. Fala de cheiros, de sensações, da culpa e pequenas redenções, do medo e do amor. Acima de tudo, amor.
Através das novas lentes que lhes foram acrescidas pela maternidade recente, revive fatos antigos, questiona-se sobre os novos e nos leva junto neste carrossel de emoções, porque enganam-se os desbravadores, ser mãe é a maior aventura que existe!
Analu Leite
Escritora, autora de Com amor, mamãe e Verdades de papel, mãe de gêmeos, servidora pública e integrante do Clube de Leitura Mãe leva outra ao lado da autora.
_outras informações
isbn: 978-65-6035-029-8
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 84 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª