As flores crescem devagar

Disponibilidade: Brasil

Estes contos comuns são familiares a muitos. Uma morte. Um homem que morreu amanhã. Um filho e sua mãe. Um marido e uma esposa. Gatos. Um prédio com gente dentro. O ordinário guarda em si a faísca do horror e da beleza, e é necessário lapidá-lo até que crepite o pequeno fogo. No breve instante de seu brilho, ele nos ilumina algo. Os gatos são seres anônimos. As janelas não servem para a luz entrar. O amor é um labirinto de céus. E as flores crescem devagar.

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_sobre este livro

O livro As flores crescem devagar é uma genuína onda de sentimentos observados de forma sensível e surpreendente de eventos cotidianos, que, por vezes, são despercebidos por nossos olhares descuidados.

O título é um convite a desacelerar o ritmo frenético das nossas rotinas; com a afirmação de que as flores não crescem rápido, mas sim, de-va-gar. Além da serenidade envolta nos contos, Antonio aborda eventos brutos e dolorosos de maneira singular; através de duplos movimentos de violência e delicadeza, fantasia e vivência etc.

O primeiro conto, “Cortejo fúnebre”, e o segundo conto, “O homem que morreu amanhã”, se encontram na brutalidade e fragilidade do ato laboral. Antonio nos mostra que trabalhar é morrer. Assim como a morte, a realidade e a fantasia estão presentes em todos os contos do livro. Em um constante balanço da realidade concreta e ficções palpáveis.

No terceiro conto, “A varanda dos gatos”, a barbaridade com a qual nos acostumamos a vivenciar é exposta na indiferença e inércia das personagens. O sentimento muda no quarto conto, “Meu sapato, nosso guarda-chuva”. A beleza, o cuidado e a ternura são amplificados e convertidos no amor de mãe.

A violência e burocracia voltam no penúltimo conto, “A instituição”.  Colocadas lado a lado e de forma serena, aborda o problema latente em um dos pilares de qualquer sociedade democrática.

Finalizando de forma florescente, Antonio retoma o sentimento de amorosidade e afeto no último conto, “Todos os dias, caio de amores”. Através da relação das personagens, a emoção e sentimentalidade são colocados em seu nível máximo de apreciação, deixando que a esperança da brandura reduza a dureza do dia a dia.

Estes contos realçam episódios genéricos, transformando-os em sensações e reflexões pertinentes na atualidade; como a dor, a perda, o interesse, o carinho, o rito e o desejo. Antonio observa os pequenos detalhes efêmeros e os ilumina de forma única.

Bianca Cruz

_outras informações

isbn: 978-85-7105-328-1
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5cm
páginas: 80 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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