Entre o som e o silêncio, uma mulher escreve com a pele. Cada palavra é rito, cicatriz e encantamento. Nas margens da dor, ela escuta o que o mundo não ouve — ecos de infância, vozes soterradas, memórias que queimam devagar. Seu corpo é território da escuta, onde o trauma vira verbo. O silêncio é feitiço, morada e permanência, refúgio e recomeço.