L., o que foi feito do ônibus que ainda pensa
a solidez do meu prédio amarelo
o meu corpo
que nunca esteve no portão
por mera coincidência
de te ver passar
R$49,90
_sobre este livro
Todo poema é de amor — isso se sabe há tanto tempo que começamos a esquecer, eis grande parte do big problema hoje. Quando um tempo encontra no esquecimento virtude, a gente fica um pouco esperto e terrivelmente triste. Escrevemos sobre outras coisas agora, e, parece, gostamos assim. O amor, sobretudo aquele, ficou meio ridículo. A paixão costumava dizer coisas como os poemas deste livro dizem. Eis a beleza de Maria Fernanda, um risco e uma coragem, e que não haja dúvida: este é um livro terrivelmente triste, ainda que um pouco esperto também, e, sobretudo, belo. Seria bom que começássemos a nos recordar que há questões que só os poetas tomam como suas. É como meter o corpo na lama e enunciar o que, de outro modo, se preferiria deixar pra lá. Eros é uma delas. O que se encontra neste livro é o trajeto de um corpo em Eros, com e contra ele, é claro. Maria Fernanda deve ter visto a carcaça — é o que se anuncia aqui, rara e desconcertante vontade de cantar uma ruína, com voz e tudo — ritmo, verso — esta: a paixão, hoje. Um Deus morrendo. É preciso se lembrar disso antes que tudo comece a voar no esquecer…
Italo Diblasi
_outras informações
isbn: 978-85-7105-228-4
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 92 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª