Antônio

Disponibilidade: Brasil

Antônio é um livro de crônicas poéticas, escritas na forma de sonetos heterométricos, em que o jornalista Glynner Brandão, pai de primeira viagem, retrata os primeiros meses da família após a chegada de seu filho. A simbiose entre forma e conteúdo forja um livro sobre as delícias e os desafios da paternidade, com versos permeados por olhares, cheiros, toques e sons. Episódios desafiadores, cômicos, reflexivos, poéticos e metalinguísticos agudizam a vida do autor, que decanta tudo na forma de textos curtos, encapsulando as memórias de pai, mãe e filho, na transição de 2024 para 2025.

R$52,00

_sobre este livro

Antônio eterniza, pela linguagem, as primeiras vivências de pai e filho recém-nascido, vocalizando, pela escrita expressiva, incertezas, medos, alegrias, conquistas, epifanias e descobertas. “O parto e agora”, “Coisas de menino”, “Ele e ela”, “O primeiro Natal”, “A vida presta” e “Escape à Van Gogh” são exemplos da vasta rede de sensações que a chegada de um bebê precipita nos pais. Ao tempo que escreve, o pai nasce também como escritor, às voltas com seu livro de estreia. É o segundo nascimento abordado na obra. Tomando um pelo outro, Antônio reúne textos ambientados no apartamento da família, em Natal.

São textos anfíbios, que transitam entre crônica e poesia, focalizando as ambivalências da paternidade. Essa dança entre polos sintoniza a polarização vivida pelo autor: ora ele mesmo (eu), ora o outro (pai, filho, marido, jornalista, cidadão, escritor), ora a sua escrita, ora a escrita do outro (intertextos, aspas, memórias). É o novo lugar social ocupado pelo autor, o de pai, que justifica a crônica em verso, e não na sua forma clássica (prosa). Em outras palavras, a transfiguração do sujeito precede, no livro, a transmutação do gênero crônica.

Os textos, mais metafóricos no início do livro, ficam mais simples e explícitos na parte final. Em “Dois nós”, crônica de abertura, o autor escreve: “Se me vem presente em tre-nós/Fulvos girassóis de azo perfeito/Por que me é tão estreito o leito/Vindo-me largos efeitos dominós”. Já em “Escola”, a crônica-poema que fecha o livro, ganham vida versos como: “Que seja feito pena solta no ar/E não menos que de eureca! e folia/Entre gangorras e livros, teu educar”. A simplificação vocabular é um sintoma de que o verso vai ganhando ethos de prosa cronística. O tempo passa, e o escritor vai aprendendo a lidar com os desafios da paternidade, o que decanta textualmente. Por isso, embora Antônio seja um livro de crônica-poema, perfaz o caminho oposto (poema-crônica). Em comum, os dois gêneros são clave e contraclave dos primeiros 120 dias da vida do bebê Antônio. Ter esse aspecto técnico no radar pode ajudar o leitor no percurso de leitura.

 

_outras informações

isbn: 978-85-7105-421-9
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 104 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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