Certos vazios
só almas solitárias entendem…
Há lugares despovoados dentro de si que
apesar de comunicarem constelações inteiras
ficam imersos no vácuo
tal como os sons do universo que não se podem propagar.
No fundo, é apenas silêncio sufocante.
Nada mais.
R$52,00
_sobre este livro
Como o corpo aparece na escrita? No livro que você tem em mãos, esta parece ser a questão norteadora. Partindo do incômodo que se impõe a este corpo que surge como matéria finita, submetida ao tempo, mas capaz de abrigar “sensações infinitas”, Entre o nó e a palavra nasce da pergunta e se constrói sobre ela. Rayana de Carvalho escreve sobre amadurecer e envelhecer como quem observa a própria permanência na carne, sobretudo no ser mulher. A pergunta “quem eu sou”, de frente para o espelho, se apresenta como gesto de busca, indicando uma identidade que não se encerra no corpo, mas se revela por meio dele. O tempo acompanha essa reflexão como presença ambígua, ora sustentação, ora desgaste. A rachadura surge como imagem central das imperfeições que nos formam, lembrando que o “desequilíbrio também é uma forma de equilibrar a vida”. O desejo se afirma pela corporalidade, pelo contato que expõe limites, a intensidade que convive com a ansiedade, sem disfarce. Ao final, a escrita aponta para o que permanece quando tudo passa: “vai-se o corpo, mas a palavra é o que fica”. Um convite direto para o leitor, que aqui se vê diante do desejo de permanecer na poesia.
Carla Guerson
_outras informações
isbn: 978-85-7105-416-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 76 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª