O palácio subterrâneo

Disponibilidade: Brasil

Enfrentando seres fantásticos e desafios, o príncipe Mandu luta para curar seu avô, o rei de Tamandaré, de uma terrível maldição. Em sua jornada, precisa descobrir o segredo desse misterioso lugar que é o Palácio Subterrâneo. Porém, acima de tudo, o jovem príncipe terá de confrontar os próprios medos e fraquezas.

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_sobre este livro

Mandu, o herói dessa saga arquitetada por Paulo de Freitas em seu primeiro livro, O Palácio Subterrâneo, acaba por descobrir, ao final de suas aventuras, que “o fantástico da realidade não basta. Por isso, surgem as lendas” e é justamente nesse território, um não lugar entre o fantástico, a realidade e as lendas, que o leitor vai mergulhar ao abrir esse volume. Paulo nos conta a história de um pequeno príncipe e sua busca, não pelo muiraquitã de Macunaíma, mas pela esperança de salvar do mal do esquecimento o rei, seu avô, que fora amaldiçoado por uma bruxa poderosa e que está perdendo a memória. Não por outro motivo,  a literatura é sempre uma espécie de memória coletiva e o pequeno Mandu, ao empreender sua odisseia em busca da quebra do feitiço, nos lembra que a memória é a matéria que nos faz humanos. Sem memória, nada somos. A narrativa segue em camadas que vão sendo costuradas pela mão firme do autor, transitando entre a fábula e a mitologia, com seus símbolos e arquétipos, com suas passagens misteriosas, suas profundezas inconscientes, seus reinos ctônicos. Tudo nesse “palácio subterrâneo” é pretexto para a construção de significados que vão muito além de bruxas, demônios, anjos com mais de duzentos olhos, um Pirarucu-Rei, Curupira, Boiuna, a folha mágica. Manipulando referências de mitos amazônicos e do folclore brasileiro,  e usando sua criatividade para a composição das peripécias que envolvem o pequeno príncipe em sua saga no palácio subterrâneo do grande monstro, o autor ingressa na crítica à modernidade selvagem e destrutiva do meio ambiente. Mandu, em sua trajetória heroica, nos revela a realidade de um país que nos é, às vezes, tão familiar. Percebe enfim, nosso herói, como Sidarta, que o mundo é muito mais que seu reino pacífico, muito mais que um locus amoenus, e que, sem ação, sem decisão e coragem, as engrenagens em movimento nesse locus horridus destruirão qualquer pretensão de harmonia e beleza. Paulo de Freitas nos entrega uma deliciosa narrativa infantojuvenil que não dispensa o deleite da leitura por parte do público adulto.

Leonardo Almeida Filho

Escritor

 

_outras informações

isbn: 978-85-7105-415-8
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5cm
páginas: 96 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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