Com o cotidiano da lavanderia onde trabalha como pano de fundo, uma mulher apaixonada por roupas e obcecada pela própria aparência revisita memórias enquanto se vê envolvida na vida de seus clientes. Em meio a fofocas, comentários maldosos, fantasias eróticas e questionamentos sobre religião, sexualidade, casamento e maternidade, a sua voz percorre o humor, a lucidez e o delírio. Narradora de olhar afiado para a existência alheia, ela tece uma tensão constante entre realidade e invenção.
Se não me falha a memória aborda temas como o desejo na velhice, o ressentimento, a solidão e a deterioração do corpo, equilibrando aspereza e lirismo. Uma narrativa que atravessa o universo íntimo e perturbador de uma mulher na sua última semana de vida.