a mesa comprida estava atafulhada com os destroços do almoço. pratos sujos sobrepostos, manchas de vinho e migalhas. a sogra trouxe os cafés numa bandeja de plástico florida e encaixou-os nos poucos espaços livres à frente de cada um dos filhos e enteadas, que iam murmurando agradecimentos sem interromper a conversa animada. os homens acenderam cigarros, deitando as cinzas no pires do café. ela também queria um, mas ainda se sentia constrangida a fumar ao pé da família do marido. (…)
(o limão, 9)