Sentada embaixo da árvore e emocionada com toda aquela vida florindo diante dos meus olhos, lembrei de quando eu mesma comecei a dar flores ali: o final de um lento desabrochar chamado Adolescência. Na universidade, eu cresci, aprendi, me desesperei. Achei que fosse enlouquecer, inúmeras vezes. Outras vezes, enlouqueci mesmo. Em outras quis morrer, mas ainda estou aqui. Chorei copiosamente no ônibus e nos banheiros de diversos centros acadêmicos. Na universidade, me senti tantas vezes uma menina-mulher inteligente e inúmeras vezes me senti a pessoa mais burra do mundo. Senti o não pertencimento, mas também sei que algumas vezes me senti acolhida, pois lá era tudo o que eu tinha: era minha primeira casa.