Algumas palavras não devem sair do céu da boca

Disponibilidade: Brasil/Europa

a palavra discorre abaixo da consciência.
labora autónoma
manifestando-se à superfície, como parte do eu.
no mesmo compasso do complexo de Jung, mas
a semelhante galope, do fidalgo enlouquecido
que vive valores de cavalaria.
qualquer coisa intermédia de coragem merecida:
enfrentar
gigantes ou moinhos de vento, como papel
ou sintoma.
transgredir camadas,
ora levedadas.
ora escritas.

 

R$50,00

_sobre este livro

Este manuscrito é uma travessia visceral pelas camadas mais profundas da psique humana, estruturado por fragmentos que desnudam o corpo, o tempo, a linguagem e a solidão. O texto explora as tensões entre o consciente e o inconsciente, revelando pulsões, desejos e angústias que emergem das dinâmicas do eu. O corpo, frequentemente representado em imagens cruas e tangíveis, aparece como o palco das pulsões freudianas, num território onde se cruzam o prazer, o sofrimento e a inevitabilidade da decadência.
A linguagem como campo de batalha psíquico, funcionando tanto como expressão, quanto como limitação. Há um esforço constante de simbolizar o inominável, mas também de confrontar o silêncio, como se as palavras fossem insuficientes para conter a vastidão do que é vivido internamente. Os elementos banais como café, pão e listas de compras são reinterpretados como palco das pequenas tragédias psíquicas e existenciais, ora atravessados por humor ácido, ora por melancolia.
O tempo e a mortalidade assumem um papel central, aparecendo como forças que corroem a matéria e os sentidos, ao mesmo tempo que impulsionam a escrita como um ato de resistência frente ao inexorável. As construções identitárias fragmentadas refletem um eu em constante desconstrução e reconstrução, ecoando a luta psicanalítica pelo autoconhecimento e pela integração de partes dispersas. A obra, ao mesmo tempo filosófica e visceral, expõe um mosaico da condição humana, onde as camadas mais profundas da psique dialogam com a superfície.
Catarina SottoMayor combina simbolismo denso e o concreto da abstração. Este manuscrito transita entre o corpo e a palavra, entre a carne e o pensamento, criando uma poética de confrontação com as forças invisíveis que moldam a existência.
É uma jornada ao inconsciente, onde o poético se torna análise e a análise se torna poesia, num movimento contínuo de sondagem das profundezas da psique humana.

_outras informações

isbn: 978-65-5900-959-6
revisão: Victor Negri
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 78 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

Carrinho

Cart is empty

Subtotal
R$0.00
0