De modo que viu a nave pousar uns dez metros à frente, uma porta se abrir, e dela baixar uma escotilha que desceu suavemente ao chão, saindo daí duas criaturas redondas, flutuantes, tentaculares (“bracinhos molengos”, explicou Antônio) e cheias de olhos, terrivelmente esgazeados. Ouviu uma voz perfeitamente inteligível, mas terrivelmente antinatural, que disse: “Viemos em paz, não vamos te machucar”. E ato contínuo um raio paralisante desprendeu-se de algum lugar de um dos seres, que lhe atingiu como uma bofetada e doeu como tal, e, como se não fosse suficiente quebrar a resistência do homem, ainda o puxou para dentro do objeto, sobre o chão, e ele nada pôde fazer, não conseguia nem proferir palavra, pedir ajuda, e só pensava, por incrível que pareça, no cachorro que fugira ganindo, todo espavorido.