Ossos que dançam na cova é um livro de poesia cru e cômico que mergulha nos submundos da morte, vasculha os ossos que submersos na terra e manchados de resquícios de sangue, ainda insistem em dançar.
Este livro irá agradar leitores que já tiveram o seu primeiro contato com a morte e os que de alguma maneira flertem com ela, ainda que sem impulsos suicidas. As palavras que constroem este livro mostram que vida e morte estão mais entrelaçadas do que pensamos e que dançar debaixo da sepultura é necessário para quem não quer perder o rebolado.
R$52,00
_sobre este livro
Visceral, feminino e cru. Angélica Glória cria em Ossos que dançam na cova uma composição viva e pulsante de palavras e afetos. Somos golpeadas pelo instante em que se descobre que a morte corre em nossas veias, tendo seu lado paralisante, mas também energizante. Crescer é o cair de fichas de que somos feitos também de matéria morta e é ela que em sua organicidade pode nos mover ou apodrecer. Vivemos nesse entre da podridão e do adubo, nem sempre nos é concedida a escolha, mas cria-se a partir disso, é o que sussurra sua poesia em sua condição de ato.
Há um texto que é tecido e amarrado por suas poesias de maneira única, sensível e corajosa, a história contada diz que na lambança de sabores, na textura da comida e no cheiro da carne nascem e morrem memórias de onde germinam os desejos e a tragicidade de uma vida inteira.
Para mergulhar até os ossos das palavras, a autora traz meninas como personagens, se o osso sustenta a carne, a infância é o osso de uma vida, mulheres se moldam feito músculo em suas meninas. Com sua escrita, vemos esse processo duro e brilhante de (des)fazer-se roendo, engolindo e cuspindo.
Há conforto e beleza na leitura, pois é a partir do que é duro que encontramos o que é macio. A poesia de Angélica Glória torce a palavra e cria uma língua nova, que se viva então o mistério de como pode uma vida inteira caber em um verso? Em um movimento de moer o cotidiano com pitadas de humor e horror, a obra expõe aos nossos olhos pedaços de histórias, corpos e objetos para revirá-los do avesso. Em seus diferentes enlaces e desenlaces, essa é a vida como ela é.
“nós forrando a quina com lixa
cobertas no leito da vida”
Luísa Monte Real Raña
Psicanalista e escritora
_outras informações
isbn: 978-85-7105-450-9
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5cm
páginas: 96 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª