“Libertador, eu diria. Libertador.” Assim se encerra o primeiro conto, como se resumisse a obra inteira. Neste livro, as palavras dançam em um contraste de sutileza e intensidade, pelo olhar único e sensível do autor. Cada uma das histórias retrata a complexidade da natureza humana, revelada em situações banais, vidas simples e imaginações férteis.
Li o livro como se me olhasse no espelho, as mãos tapando os olhos, mas meu reflexo incontrolável se esgueirando por uma fresta entre os dedos. Como eu queria não ter me reconhecido em algumas dessas páginas! — e, ao mesmo tempo, como é reconfortante poder me identificar com essas pessoas. Como é bom ser gente!
Isabella Mello