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o que tem no fundo do rio

Disponibilidade: Brasil/Europa

encher a cabeça de sonhos como se ainda fosse possível realizá-los e olhar, longo, longuíssimo tempo, os quadros da parede.
tomar um ar de esperança e despedir-se do cachorro.
segurar a mala, soltar a mala, achar que está esquecendo alguma coisa muito importante e conferir mil vezes os documentos.
despedir-se da filha, segurar seus cabelos, passar as mãos pelo seu rosto, abraçá-la tão forte como se fosse possível misturá-la em meu corpo, grudá-la em meu peito e levá-la comigo.
sair de casa e não levar as chaves.


(mudar de país, página 9)

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_sobre este livro

Crônicas fora de casa, o caminho entre o prazer e o repúdio
Neste novo trabalho, Adriana Sydor nos leva para o outro lado do Atlântico, para dentro do cotidiano de uma curitibana na Terra do Pessoa, dos doces, vinhos e fados.
E toda viagem da autora tem sempre excesso de bagagem, ela adora recolher coisas, impressões, imagens…
Autoexilada numa cidade do interior, se mete em todo tipo de tarefas enquanto tenta, sem sucesso, manter a saudade distante.
“estou entulhada de ausências.
cada uma delas tem nome. algumas, sobrenome. o meu. outras quase têm o meu sobrenome.”
Curitibaníssima feito personagem de Dalton Trevisan, ela vive as inquietudes tão comuns em Fernando Pessoa: quem sou, o que faço aqui, de quem devo me lembrar, isso tem algum sentido?
“eu precisava saber do fundo do rio com a mesma intensidade com que o fundo do rio não precisa saber de nada.
éramos, fundo do rio e eu, dois silêncios de correntezas, duas securas de águas transbordantes, duas possibilidades esgotadas.
éramos, eu e fundo do rio, a rotina do lodo, da lama e de uma beleza encravada no avesso, que ninguém nunca não vê.”
Bichos, plantas, bordados e calendários.
Amores, saudade, prazeres e desejos.
Usando tudo que pode do vocabulário (muito), a escritora trata as palavras com intimidade, faz moderna literatura que também funciona como diário de viagem, viagem do tipo interna.
“todo o meu corpo se retraiu e eu soube que as águas transbordam só para esconder o fundo do rio, que é mistério feito de silêncios.
eu vou navegar.”
Parece até que o Caeiro do Pessoa leu o O que tem no fundo rio e depois escreveu algo assim:
“O Tejo é mais belo que os rios que correm em Curitiba.
E daí, o Tejo não é o Belém, o Atuba, o Barigui…”.

Fernando Rodrigues

_outras informações

isbn: 978-65-5900-946-6
revisão: Marcella Sarubi
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5 cm
páginas: 120 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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