Ao anoitecer me consagro do sol
mas esse dia vai morrer aberto em mim
percorri os descomeços dos instantes
na equalização da matéria insensível
meu corpo sempre questionava
por que estou pela metade e nunca inteira
durante as vibrações últimas dos segundos fugidios
eu me atropelei
usei o tempo como trampolim
definitivamente não preciso do fim para chegar:
sou um desacontecimento.
R$52,00
_sobre este livro
Febre Antiga é um grito que responde a um sussurro antigo, algo que sempre latejou e nunca cessou. Ler este livro é atravessar o corpo em brasa, encarar a finitude e ouvir, ao pé do ouvido, um chamado insistente: crie. A obra também fala de confiança: na criação, na potência dos afetos e na densidade do vivido. Os poemas se organizam como uma peregrinação pelas fases da febre, da eutermia à defervescência, do controle à entrega. Ao longo desse percurso, o leitor ganha intimidade com o fogo e, sobretudo, com a menina que habita e sustenta a escritora, aquela que permanece, observa e escreve.
Rafael Morais
_outras informações
isbn: 978-85-7105-461-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 56 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª