Claustrofílica

Disponibilidade: Brasil

Ao som de quaisquer
anos noventa meus dentes
claustrofóbicos

teu gosto azul
mastiga todos os domingos.

R$52,00

_sobre este livro

Encontram-se, em Claustrofílica, eu líricos fragmentários, contraditórios, inquietos e excessivamente autoanalíticos, que lutam contra sua própria natureza. Espera-se que entretenham o leitor por exaustão, mas por uma exaustão que, sendo escolha, faz-se potente: pendula porque precisa, porque seu lugar é aquele e não é, porque o amor há de ser e não há. O desejo está no meio do caminho entre ir e ficar, entre o eu e o outro; o vem e vai entre extremos é a alternativa para abarcar o complexo e manter a tensão, que não pode ser resolvida. As vozes do poema encontram a identidade na hipótese; e se a hipótese fatora-se em múltiplas possibilidades diante de um eu mutável, o encontro com o outro, suposto mutável também, torna-a infinita. Não há conforto diante do infinito, mas há. Os eu líricos são indagadores incansáveis, e as perguntas parecem ter fim em si mesmas — não
devido à estrutural incapacidade do interlocutor de responder, nem à ausência de ânsia pela resposta — pelo contrário, ela está presente, e muito —, mas devido à essencialidade do mistério. O mistério é, em Claustrofílica, o objeto do desejo; e, embora a busca por resolvê-lo seja sua força motriz, resolvê-lo, de fato, é dispensável. O encontro amoroso aparece, então, com amálgama da tensão irresolvível, que a contém e, por isso, reproduz — o amor, para ser amor, é não amor, também. E aliciado pelas suas contradições é como se espera que esteja o leitor recém-saído deste emaranhado.

_outras informações

isbn: 978-85-7105-189-8
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 100 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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