Bafo do Mondego

Disponibilidade: Brasil/Europa

O rio Mondego não é o Tietê, o Amazonas, o São Francisco, muito menos os córregos enterrados sob o concreto de São Paulo. Mas, nas crônicas deste livro, o Brasil mergulha, se banha, se mistura e se afoga em suas águas, que já não surgem tão claras e doces, como escreveu Camões.
Nos 258 quilômetros que percorre da Serra da Estrela até Figueira da Foz, o Mondego faz muito mais do que só molhar Coimbra. Nestes textos, ele arrasta também as faíscas do encontro entre o português lusitano e a língua brasileira, carrega os tijolos do labirinto onde imigrantes estão presos em Portugal e embala uma série de outros ruídos que fazem tremer as ruas do país — tudo diluído pela correnteza da linguagem, da literatura, da ambiguidade e da poesia.
Pode até não parecer, mas, depois que as águas do Mondego desembocam no Atlântico, elas cruzam o mundo e se tornam ondas nas praias brasileiras. Bafo do Mondego é fruto desse encontro. Uma coletânea em forma de pororoca, sobre dois países cada vez mais distantes e inseparáveis.

R$52,00

_sobre este livro

Não sei como você chegou a este texto. Talvez sem querer, de pé, sem tempo, com trabalhos atrasados, leituras incompletas, o celular na mão cheio de notificações pipocantes, apressado ou apressada, desinteressado ou desinteressada demais pra gastar minutos com palavras que não vão ensinar nada de útil. Principalmente estas, sobre Coimbra, cidade fora do mapa. Vou entender se for embora. Talvez eu mesmo devesse ir também. Porque este é um texto sem ganchos, sem plot twist, sem malabarismos, sem final grandiloquente. É só uma crônica solitária, sentada numa mesa, dentro daquela portinha, bem ali, no fim das escadas, ao lado do sapateiro…

(Como Ti Irene numa noite de inverno, página 24)

_outras informações

revisão: victor negri
isbn: 978-85-7105-314-4
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 104 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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