“Diz-se que é preciso uma aldeia para criar uma criança. A aldeia ruiu há tempos. Ficamos nós. Por isso talvez sejam esses os escombros da maternidade: o mito da plenitude, a promessa de um instinto infalível, a carreira abandonada, a liberdade que só reconhecemos quando a perdemos, a desigualdade revelada dentro de casa, a culpa por desejar um quarto fechado, os pedaços de nós que não sabemos onde recolocar. A ruína não é o filho. É a arquitetura erguida ao redor da mãe, feita para convencê-la de que amar significa desaparecer.”
O livro está em pré-venda até 05/11/2026. Os envios dos exemplares se darão a partir dessa data.