A inventariante

Disponibilidade: Brasil

O que você faria se alguém que te abandonou te deixasse responsável por organizar o que restou da vida dele? Para Marcela, a morte do pai, Álvaro Hoffmann, não trouxe o luto esperado, mas sim uma última ironia: ele, o engenheiro boêmio e ausente, a nomeou inventariante de seu espólio.

Entre doses calculadas de ansiolíticos para suportar a realidade e a burocracia sufocante de uma Salvador quente e caótica, Marcela mergulha na bagunça deixada pelo pai. O que deveria ser apenas um processo legal transforma-se em uma caça ao tesouro absurda, que vai de imóveis sem escritura a seguros de vida excêntricos, de dívidas bancárias a generosas concessões a estranhos, cada elemento póstumo revelando um aspecto da personalidade contraditória do inventariado.

Enquanto tenta equilibrar os pratos de sua própria vida desmoronada — um divórcio recente, uma relação tensa com a mãe e uma carreira burocrática no Detran —, Marcela é forçada a conviver com Miguel, o meio-irmão “perfeito” que ela sempre manteve à distância.

A inventariante é um romance sobre as heranças que não escolhemos e os afetos que redescobrimos. Com um humor ácido e uma honestidade cortante, Analu Leite nos conduz por uma jornada de autodescoberta, lembrando-nos de que, às vezes, é preciso revirar os documentos de um morto para finalmente começar a viver.

R$62,00

_sobre este livro

Alguma vez você já sentiu que a vida estava te atropelando?

É sob essa perspectiva que o novo romance de Analu Leite toca em pontos tão sensíveis. Grandes e pequenos acontecimentos que podem estar presentes na vida de qualquer um dão o tom da narrativa: luto, divórcio, dificuldades de relacionamento, pressão no trabalho. Às vezes, até as funções mais básicas, como dormir e acordar, tornam-se um desafio.

Marcela tem uma vida comum, entre as subidas e descidas da cidade de Salvador. Uma vida em camadas, como a de qualquer um de nós, repleta de acúmulo de atividades e sentimentos mal resolvidos — subprodutos da sociedade atual. Mas o chamado para inventariar os bens de um pai ausente e complexo é o gatilho que a joga de volta em suas memórias e a obriga a revisitar o passado, fazendo do processo de inventário o fio condutor que nos guia pela trajetória da protagonista.

A protagonista decide abraçar a tarefa que lhe foi confiada, contudo o estresse, a ansiedade e os compromissos mal administrados – misturados no caldo de uma mente instável – tendem a adoecê-la silenciosamente, levando ao abuso de medicamentos que apenas mascaram seus sintomas. A pergunta que resta é: o que é estar mentalmente saudável? Equilibrar os pratos que giram sobre nossas cabeças? Talvez. A resposta é única e individual, não há uma fórmula geral a ser oferecida.

Em A inventariante, acompanhamos uma trajetória que surpreende o leitor por refletir a nossa própria vida ordinária. Aquela sensação de que tudo está bagunçado e de que viver tornou-se um peso a ser carregado ganha forma no desenvolvimento do romance. A Marcela de Analu Leite vem nos lembrar da necessidade de percebermos nossos limites e de buscar ajuda nos primeiros sinais de alerta. Adoecer mentalmente não é sinônimo de fraqueza, e a ficção pode ser um excelente lembrete disto.

Adriana Moro

Escritora

_outras informações

isbn: 978-85-7105-431-8
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5cm
páginas: 188 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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