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A água das plantas

Disponibilidade: Brasil

As mãos de uma mãe, as mãos de um menino, a memória, um mundo, aquilo essencial que permanece em nós. Entre o lembrar e o viver “se não vier a chuva, cuida, meu filho, cuida da tarde, a água das plantas, elas esperam”. Um menino que tinha o cabelo da cor das águas do rio negro da terra, caracóis, correntezas, ventanias. Os cabelos de uma mãe que eram da cor das castanhas, da água e do sol, talvez fossem sonhos. Uma tarde que nunca termina.

 

Plaquete em pré-venda até 08/05/2026. Os envios se darão posteriormente a essa data. 

O preço original era: R$45,00.O preço atual é: R$40,50.

_sobre este livro

Entre os maiores assombros humanos, certamente está a morte. Embora a finitude de nossa existência seja a principal certeza da travessia da vida, buscamos inevitavelmente respostas para decifrar o grande enigma vital. Diante do fim envolto no indissolúvel mistério, perseguimos incansavelmente alguma forma de fazer com que aqueles que amamos permaneçam, não se percam no esquecimento do mundo e, com eles, parte considerável de nós mesmos, do que fomos, do que somos e do que ainda poderemos ser.

Com maestria e sensibilidade, Daniel da Rocha Leite engendra essa ausência-presença pela palavra poética. Regando e perscrutando os porões da memória, o narrador de A água das plantas traz à tona a sua infância e redescobre um tempo “entre nós”, tempo esculpido pela voz de sua mãe. Palavras maternas que o faziam ver o passado não vivido, o protegiam dos perigos quando menino e o impulsionavam a imaginar mundos fantásticos dos livros. Entre palavras e silêncios de sua mãe, o narrador é encorajado a um estar-no-mundo viajante, guardando em seu íntimo o ensinamento: “és o teu sonho”.

A exemplo da mãe, que erguia palavras como se erguem casas e cujas invenções repletas de ludicidade consertavam ora portas, ora medos, o narrador aprendeu a força das palavras. Uma experiência que, aproximando o leitor do pensamento de Walter Benjamin, fez o narrador compreender o mundo e a si mesmo através do encontro. A narradora-mãe planta no mundo e no filho um modo de olhar, um horizonte de possibilidades de ser. Assim, Daniel da Rocha Leite imprime, no âmbito da ficcionalidade, o tempo-vida que se tece e nos tece enquanto seres de linguagem.

Perante o desconhecido mistério do fim, consciente de que só a linguagem literária é capaz traduzir esse breve instante, o narrador de A água das plantas celebra o amor: a força que nos move. Por anos a fio, a mãe tocou a música da vida, um ritmo que não pode ser interrompido, pois “as plantas esperam”. O amor é, aqui, a força propulsora, viva e transformadora que sustenta, preenche, acolhe e nos constitui. O filho, então, plasma em sua narrativa a memória, inscrevendo a experiência do amor, eternizando-a. A frágil vida agora circula pelas águas da palavra do “livro sem fim” que somos, regando sonhos e semeando futuros.

Joana Marques Ribeiro

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, professora e pesquisadora na área de Literatura Infantil e Juvenil. Coautora do livro Mediação de leitura: a literatura em jogo (2024).

_outras informações

isbn: 978-85-7105-470-7
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 28 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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