Flores para a fúria

Disponibilidade: Brasil

Sentir a dor do outro é conhecer Gaza
como a própria casa
com os pés no chão, a bunda no sofá
e as mãos na cabeça.
Sentir a dor do outro é tentar entender.

R$52,00

_sobre este livro

Em Flores para a fúria, João Greco transforma a dor, a festa, a memória e a luta em matéria luminosa. Seus poemas percorrem as estações íntimas de alguém que se reconstrói enquanto cai, que se entrega enquanto teme, que ama enquanto sangra. Entre cenas de infância, abismos afetivos, reflexões urbanas e ressonâncias sociais, ergue-se uma cartografia emocional feita de ruínas, epifanias e sobrevivências. Trata-se de uma poesia que se assume sensível e feroz, capaz de expor fragilidades sem ceder à obviedade. Greco escreve com o corpo inteiro: o pulso acelerado, o humor que salva, a coragem que falha, a vulnerabilidade que insiste. Em “Hematomas”, por exemplo, declara: “Meus olhos capturaram o luto/ ouvi rumores de últimos suspiros”, instaurando uma estética da dor que nunca é gratuita, mas que se avoluma para revelar humanidades. Já nos versos do poema que dá nome ao livro, ele reivindica a potência da indignação: “Que lhes mandem flores toda vez que precisarem/ levantar a voz contra a censura”, reafirmando a literatura como um gesto ético. Há poemas que nascem nas madrugadas, versos que se movem como quem atravessa multidões em um carnaval, imagens que aproximam Gaza da sala de estar e metáforas que reconfiguram o amor, a raiva e o próprio ato de existir. Aqui, a poesia não entrega alívio imediato, mas enfrentamento. Não propõe um abrigo, mas, sim, uma travessia. Ao mesmo tempo, Greco nos convida à empatia radical, à escuta, ao reconhecimento de que cada vida é feita de fragmentos que vibram. Entre o íntimo e o coletivo, o sagrado e o profano, o poeta expande a linguagem para nomear o que geralmente escapa: a falha, o desejo, a perda, o recomeço. Flores para a fúria é um gesto inaugural. E também uma promessa. Seus poemas acendem uma chama que não se apaga ao fim da leitura; permanecem como um chamado para observar o mundo com mais coragem, delicadeza e desobediência poética.

 

Kátia Borges

Poeta, jornalista e cronista finalista do Prêmio Jabuti

_outras informações

isbn: 978-85-7105-397-7
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 72 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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