a poesia não está voltada a comentar a vida, é uma manifestação da vida — portanto, dela emerge, solidifica-se e se expande. mais que dar nome às coisas, a escrita poética de Juliane Nascimento amplifica nosso olhar sobre o mundo, trazendo um novo significado àquilo que nos cerca. cada verso nasce como um gesto que reinventa, questiona e transforma a realidade.
os poemas de o primeiro poema era o mundo têm densidade, identidade, corporeidade. enxergam o universo a partir das janelas-olhos da autora como se o fizessem pela primeira vez, traçando, genuinamente, relações que subvertem o senso comum. ao escreverem a vida, não têm a falsa esperança de laçar o tempo e afagar o eterno, como já disse Conceição Evaristo, mas de criar novos sentidos para a nossa existência. o mar, a natureza, o amor, a finitude, tudo ganha forma e significados próprios, nos fazendo lembrar que escrever é também inventar vivências.
no mergulho vagaroso neste livro, irremediavelmente saímos transformados: seus versos não se encerram na página; atravessam a linguagem, reverberam na pele, na escuta, na capacidade de sentir, no silêncio, naquilo que somos e seremos. como um impulso vital, este primeiro poema inaugura o — nosso — mundo.
Fernanda Simões Lopes
editora e mestra em Literatura Hispano-Americana pela Universidade de São Paulo
_outras informações
isbn: 978-85-7105-357-1
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 76 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª