Não ter culpa é revolucionário

Disponibilidade: Brasil

Os textos deste livro possuem várias vozes. Neles ecoam vozes de uma mãe. Da mãe de uma mãe. Das várias pessoas que são mães. Neles, o leitor poderá encontrar a dor e a delícia da maternidade em pequenos textos que percorrem os detalhes do cotidiano da maternagem: a beleza das descobertas, as angústias do que escapa ao controle. Nestes relatos íntimos, é possível encontrar a coragem necessária para vislumbrar a possibilidade de uma maternagem para além da culpa e das imposições sociais.

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_sobre este livro

Dizem que quando nasce a mãe, nasce a culpa. Dizem que os medos aumentam. Dizem que só as mães podem amar como amam. Dizem que só as mães podem cuidar como cuidam. Dizem que a força das mães… Dizem. Dizem muito sobre as mães, porém, apesar dos inegáveis avanços, ainda se ouve pouco as mães. Ainda se sabe pouco sobre as mães. Ainda se romantiza a maternidade. Ainda se esquecem de que somos, antes de mães, mulheres, filhas, amigas, irmãs. Talvez por tudo o que dizem o maternar seja tão solitário.

Cada história deste livro funciona como um espelho que representa, traduz e une muitas mães vivendo as suas solidões. Com palavras que acolhem, emocionam e, por vezes, fazem sangrar (esse sangue tão cheio de significados), Tamara nos lembra de que a maternidade é a experiência individual mais coletiva que existe. A mais inédita e rotineira. A mais ordinária e excepcional. A mais dolorida e incrivelmente deliciosa. Os relatos de parto, os percalços com a amamentação, as dores dos abortos, a alegria de ver os filhos felizes na singeleza do cotidiano são experiências da autora. Todos os temas do livro são dela. E são nossos também.

A riqueza da obra está justamente na identificação, na partilha. Com delicadeza e verdade, somos levados a pensar e a sentir junto com uma mulher se construindo como mãe e que se vê, frequentemente, precisando ser filha. Uma mãe que se lembra, durante o ato supostamente instintivo do cuidar, do desejo de ser cuidada. E que não se culpa por esse desejo. Ou se culpa? Podemos controlar esse sentimento? Poderíamos fazer mais pelos nossos filhos? Precisamos? Eles precisam? E se não conseguirmos? E a culpa? “Todos dizem pra mãe não sentir culpa” / “Não ter culpa é revolucionário”.

A revolução começa, como sabemos, na troca. Revoluções não surgem de vivências individuais, mas coletivas. Por isso, quando uma mãe diz sobre o seu maternar, independentemente do que dizem, a sua fala é sobre todos nós e, por isso, é revolucionária.

Renata Cândido

_outras informações

isbn: 978-65-6035-043-4
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 108 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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