Eu não falo brasileiro crónicas de um imigrante em Lisboa

Disponibilidade: Brasil/Europa

Nesta coletânea, reúnem-se 25 crónicasdo escritor e jornalista pernambucano-lisboeta Álvaro Filho, originalmente publicadas no jornal A Mensagem de Lisboa. Destaque para O Meu Vizinho Omar Sharif, vencedor do Prémio de Crónica Jornalística Rogério Rodrigues, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora em 2023.

Com um olhar agudo e uma prosa que entrelaça ironia, memória e fina observação social, Álvaro Filho guia o leitor por narrativas que atravessam a experiência migrante — entre o familiar e o estrangeiro. Seus textos capturam personagens vívidos, dilemas silenciosos e episódios aparentemente banais, revelando, sob a superfície do cotidiano lisboeta, histórias universais de deslocamento e pertença.

 

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_sobre este livro

Mas quem é que este Álvaro Filho julga que é?
Ele até responde, em algumas das suas crónicas (publicadas periodicamente na Mensagem de Lisboa). Um “cronista” que, como um “trovador”, canta as “idiossincrasias da sociedade onde vive.” E veio lá dessa terra tropical, o Recife, infestada de tubarões e com equipas de futebol de que nenhum europeu nunca ouviu falar, para mandar uns bitaites sobre a nossa terra, as nossas manias, alegrias e tristezas? Sim, é isso. Bem mais do que isso, até. E ainda bem. Fazem falta mais livros assim. O olhar de Álvaro – crítico, às vezes mordaz, divertido, criativo e carinhoso – tem tanto de revelação da sua identidade como da nossa. E é sempre bom olharmos assim para nós, de outros ângulos. Os portugueses, aliás, têm uma curiosidade histórica por observações exteriores sobre si próprios, como se só elas nos valorizassem. Eu disse “exteriores”? Já não é bem o caso… Álvaro Filho pode autoproclamar-se “lisboeta” com toda a propriedade (é, aliás, assim que termina este livro, desculpem-me ter já contado o fim), é oficialmente português (“E agora, o que será de mim?”, pergunta-se a esse propósito). Mas é um “recém-nascido na lusitanidade.” Por isso, estranha palavras como “autoclismo” ou “panaché”; também por isso saca belas crónicas de cenários e quadros que, para nós, se tornaram quase invisíveis na sua permanência quotidiana, como o engraxador que todos os dias se senta de costas para a grande estátua de um santo. E tira-nos a pinta, sem paninhos quentes. Denuncia a “buro-xenofobia” que “inviabiliza a existência do imigrante no país, humilhando-o, com requintes de sadismo.” E escreve: “Um dos traços marcantes da personalidade portuguesa é o de acreditar que as coisas nunca podem ser fáceis.” Não é 100% verdade essa acusação… Ler este livro de crónicas, por exemplo, é fácil, é proveitoso e tanto nos faz sorrir como pensar – coisas de que tanto precisamos.
Pedro Dias de Almeida, editor de Cultura da Revista Visão.

_outras informações

PRENSA-GUERRILHA LIVROS
isbn: 978-85-7105-289-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5 cm
páginas: 124 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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