A memória abre ramas líquidas
A memória abre ramas líquidas
e mergulha por entre as pedras limosas do fundo
Confeccionando esperanças,
abrindo roçados abundantes de sonhos…
A memória abre ramas líquidas
generosas
em movimento de rio.
R$49,90
_sobre este livro
Que presente lindo nos dá a artista Yacunã Tuxá neste livro, tão sensível quanto vibrante. As cores que já conhecíamos em seus quadros agora também se apresentam por meio da poesia, iluminando cenas de memórias vividas por uma poeta que tem na diversidade a sua força.
Contrariando os desígnios da colonização, e para além de reconhecer as violências que nós povos indígenas vivemos, os versos afirmam, sobretudo, nosso direito à alegria, ao prazer, ao encontro.
Em especial para aquelas de nós que amam outras mulheres, os versos trazem reconhecimento ao nosso direito de existir.
Os encontros que o livro enseja ora sinalizam vínculos intergeracionais, com as avós e avôs, ora anunciam relações que vão além do humano, em que o avô também é rio e as árvores também são irmãs. Aqui, o rio fala e a terra tem memória.
Os poemas são gentis com quem lê, como se convidassem para a dança, para a roda, para o canto todas aqueles e aquelas que chegarem com cuidado e respeito.
Este é um livro de plurais, há mais de uma língua, há mais de um sentimento, há coletividades e comunidades e um chamado para que estas palavras continuem semeando outros caminhos.
Geni Nuñez
_outras informações
isbn: 978-65-5900-985-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 52 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª