A pergunta que ocorre de maneira sutil, a cada despedida: quando novamente? Ela não incomoda, não cobra exigências, mas desponta irrevogavelmente na derradeira noite, na primeira aurora do dia em que partimos. É uma pergunta complexa, não se trata de pensar apenas na tessitura das cores, nos aromas, na magia infinita do lugar, mas principalmente, na subjetividade experimentada, que diz respeito à relação muito particular com o calor humano, com a solidariedade que se mescla aos gestos de amor. Com as palavras que alimentaram a alma, descreveram histórias, formularam os pequenos mistérios revelados na cozinha, nos cafés, nos silêncios cúmplices ao longo das caminhadas sob a neve… Quando novamente?