Yone

Disponibilidade: Brasil

Fevereiro, sul do país. As relações da chanfradeira de couro Yone se tencionam em um fim de semana repleto de lembranças, acasos, dilemas e esperança. São três dias no interior, em uma cidade de chão batido lá pelos anos 1970, onde ela imagina que sua vida vai mudar em um estalar de dedos por um americano. Nos dias na fábrica de calçado até um domingo chuvoso, ela só consegue pensar e mal pode esperar por um segundo que a foi prometido.

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_sobre este livro

É fevereiro no Sul e Yone não tem a vida que sonha: é mãe, é chanfradeira em uma fábrica de sapato, é a primogênita de um casal de primos que foram obrigados a casar pelo fato da gravidez de sua mãe, Idalina, o que gerou uma infelicidade completa por parte do pai, Aldo. Ainda por cima, tem uma relação conflituosa com a irmã, Aria, que chega a momentos extremos. Coube à Yone a destruição do próprio lar desde sua concepção. E são os anos 1970, época em que a indústria calçadista brasileira era símbolo de nação.

São três dias na vida dessa mulher: sexta, sábado e domingo. A cada dia, Yone vê sua angústia tomar conta, esperando pelo convite do americano que conheceu na fabriqueta e que promete a ela uma vida no subúrbio estadunidense. Ou, pelo menos, é isso que ela entende que foi prometido. Mas ela espera, vive na expectativa da ida para um lugar em que ela mais ouve falar do que realmente conhece e de um homem que viu poucas vezes, mas que aposta todas as suas fichas.

Engravidou solteira, vive com o filho, Fabrício, em uma casinha que fica nos fundos do terreno dos pais; tem uma niqueleira praticamente sempre vazia, compra fiado, mas adora vitrines. Gasta sempre que pode o que não tem em butiques da cidade, maldiz os parentes e ama português. Uma personagem que coleta o que vê, recortando das revistas aquilo que chama atenção e menospreza o que realmente orbita sua realidade.

É uma história sobre aquilo que se repete, aquilo que se deixa acontecer e aquilo que é provável que não aconteça. Dos sonhos, Yone só conhece o delírio. Sonhava em ser aeromoça, sonhava com as estrelas de Hollywood, sonhava que o trem que passava no bairro a levasse para a lua, sonha agora que um americano a salve dos seus problemas.

Um livro sobre uma operária que sobrevive no Brasil profundo, vivendo as aparências e comprando ilusões de soluções fáceis. Em primeira pessoa, a narrativa leva o leitor a mergulhar no universo feminino de uma mulher que sabe que sobreviver tem mais a ver com projetar um futuro do que encarar o presente encardido de sofrimento.

_outras informações

isbn: 978-65-5900-975-6
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5 cm
páginas: 204 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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