Alfredo Guimarães Garcia é um escritor com largos caminhos na Literatura Brasileira de Expressão Amazônica, tendo amealhado imensa fortuna crítica, da qual damos conhecimento abaixo:
Alfredo Garcia (…) escreve como se estivesse numa mesa de botequim, sórdido ou elegante, conversando com o leitor, contando a ele as histórias que a “linha industrial” não lhe permite escrever.
Diorindo Lopes Júnior (1958-2007), escritor e jornalista, autor de Almoço de domingo e Cesta de três
###
Li O homem pelo avesso de uma assentada, como diria um amigo meu de Mossoró, o Dorian. Porque é bom de ler, prende, é bem escrito, não tem o ranço de lugares-comuns que, em geral, dominam a produção literária brasileira. Muitos de seus textos são fragmentos propositais (…). São instantes que ficam em nós, daí a sua qualidade de fascínio.
Ignácio de Loyola Brandão, escritor e jornalista, autor de Veia bailarina e Cabeças de segunda-feira
###
Alfredo Garcia é detentor de uma prosa originalíssima e o conto, sua praia, constitui-se indubitavelmente na sua marca caracterizadora, o seu ponto alto. As peculiares situações do cotidiano ganham, na pena do autor, uma dimensão que extrapola os convencionais limites do episódico ou do regional. (…) Alfredo Garcia está na plenitude de seu mister artístico. Transita com maestria e segurança nos domínios do conto. Conduz com sedutora habilidade a narrativa, dando-lhe a dimensão exata, quando valoriza, na curta extensão requerida por esse gênero difícil, o efeito único. O seu discurso, num registro preciso, é sempre ágil, fluente e, o mais importante, vem eivado de lirismo.
Joel Cardoso, doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, em prefácio ao livro Epifanias (2009)
###
Alfredo Garcia (…) sabe muito bem como dizer coisas com características de amplitude, usando apenas as palavras adequadas e necessárias (…). Tem o dom de dizer muito em poucos termos, que usa com maestria, escrevendo sempre de modo tal que dá ao leitor a impressão de estar reencontrando fatos vividos ou testemunhados.
(,,,) É um autor que, normalmente, tem o que dizer e sabe muito bem a forma de fazê-lo.
José Afrânio Moreira Duarte (1931-2008), escritor e jornalista, autor de O menino do Parque e Fernando Pessoa e os caminhos da solidão