Nenhuma poesia

Disponibilidade: Brasil

Jair amava Michele que detestava Carlos
que amava Flávio que amava chocolates e mansões
mas não amava ninguém.
Jair está de tornozeleira, Carlos ficou para titia,
Michele continua dando glórias e Flávio planeja visitar o irmão Eduardo
que não entrou na história porque fugiu para os Estados
Unidos.

R$48,00

_sobre este livro

O patriotismo brasileiro, sobretudo o das elites, não passa longe do que Nelson Rodrigues nomeou como “complexo de vira-lata”. Diante da necessidade de interpretar tudo que é nosso, esse patriotismo insiste em desvalorizar nossas raízes, culturas e ciências. Temos, assim, um fenômeno irônico que ronda o cotidiano da família tradicional brasileira: o patriotismo da pátria dos outros — principalmente dos bros estadunidenses. Nenhuma poesia é uma incursão poética no mundo do patriotismo viralatista. Esta plaquete pensa como seria uma antologia dos mais famosos poemas brasileiros interpretados por esses brasileiros. São doze paródias de alguns dos mais importantes poemas de nossa tradição, agora sob o ponto de vista dos patriotas fajutos e de sua trupe política. Nenhuma poesia conta, através das paródias, a história de uma elite que rejeita a nossa cultura exaltando a dos bros. No fim, All guns hi guys — haikais que ousam captar, como fotografias, a alma do viralatismo brasileiro. Aqui, Danilo Mendes se filia a uma tradição que começa em Bashô, mas ganha dentes expostos e risadas com Paulo Leminski e Millôr Fernandes. O que o leitor e a leitora têm em mãos é o resultado cômico de um processo amargo e ácido pelo qual o Brasil passou nos últimos anos. Por favor ou por pavor, a primeira arma política diante da ignorância é o riso. Este livro nos convida, ou seduz, a rir do mais patife patriotismo.

_outras informações

isbn: 978-65-6035-054-0
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 40 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

Carrinho

Cart is empty

Subtotal
R$0.00
0