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Não quero mais ser tóxica

Disponibilidade: Brasil/Europa

Na Almirante Reis
no Terreiro do Paço
nas escadas enguiçadas do metro do Chiado
no Marquês de Pombal
no Padrão dos Descobrimentos
ainda se assustam com o meu alto astral

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_sobre este livro

As Contentes, dupla formada por Duda Las Casas e Érika Machado, faz da música, da palavra e da performance um campo de invenção política e afetiva. Entre refrões, listas, repetições e slogans, suas letras atravessam temas como imigração, precariedade, trabalho, amor, desejo, autocuidado, envelhecimento e fascismo, sempre a partir de uma perspectiva situada, feminista e profundamente contemporânea. Camufladas em canções aparentemente leves e alegres, essas letras operam como ferramentas de pensamento, modos de nomear o cansaço, o absurdo e as contradições de existir no mundo de hoje.
A dupla nasce do encontro entre duas artistas multidisciplinares brasileiras, latino-americanas, radicadas em Portugal, cujas trajetórias atravessam a música, a performance, a escrita, o teatro e as artes visuais. A experiência da migração, do deslocamento e da reinvenção cotidiana alimenta suas práticas e reverbera nas canções, que articulam humor e crítica, fragilidade e enfrentamento, intimidade e comentário social. A amizade entre Duda e Érika vai além de ser apenas contexto, mas transforma-se em método, uma forma de trabalho baseada na escuta, na partilha e na construção coletiva.
A atuação das Contentes insere-se numa tradição de práticas artísticas que utilizam a canção como dispositivo crítico e ferramenta de intervenção no real. Ao deslocarem a música do lugar do entretenimento para o campo da reflexão e da experiência compartilhada, Duda Las Casas e Érika Machado atualizam estratégias da arte feminista, da performance e da cultura popular. Suas performances criam situações de encontro em que o riso funciona como forma de desarme, a repetição como gesto de insistência política e o palco como espaço de elaboração coletiva do mal-estar contemporâneo.
Os textos reunidos neste livro são letras de canções criadas para serem cantadas, encenadas e partilhadas em performances tão lúdicas quanto afiadas, nas quais ironia, deboche e cuidado caminham juntos. Preservando o ritmo e a oralidade da performance, as letras mantêm viva a dimensão do corpo, da voz e do riso. São textos que pedem para ser lidos em voz alta, repetidos, cantados ou simplesmente sentidos.
Não quero mais ser tóxica não propõe uma purificação moral nem uma pedagogia do comportamento. Ao contrário, reivindica o direito à ambivalência, à falha, à raiva e ao prazer. Ser “tóxica” é evocado como um estado a ser exposto, partilhado e talvez desarmado coletivamente, num gesto que mistura humor, vulnerabilidade e resistência.
Este livro é, ao mesmo tempo, arquivo e extensão de uma prática performativa que se recusa à solenidade e aposta na potência do jogo e do lúdico. Um convite para rir juntas, cantar contra o esgotamento e imaginar outras formas de viver, criar e resistir, mesmo quando tudo parece pedir silêncio.

Cristiana Tejo

 

_outras informações

revisão: Victor Negri
idioma: português e romeno
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 60 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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