calunga é meu passado
é meu futuro
calunga é o mar
calunga é o monturo
calunga é o monturo
de corpos
empilhados
no cais do valongo
R$49,90
_sobre este livro
marselhesa para sangues impuros, de leo gonçalves, é uma séria proposta e testemunho de experimentação poética que remexe e recombina as profundezas da cultura em textos/espelho como contribuições onde se vocosonorizam, tactiabilizam, cromatizam e gestualizam, movimentos em vai e vem das experimentadas linguagens ancestrais em zigue-zague como resistência vibrante e exemplar de ovissungus. estes ecoando com a força de um povo que, mesmo sob o açoite da opressão, expõe nesse movimento ou como dança, ou como música, ou como narrativa ou como ato de fé, as energias que subvertem em sexualidade, em eroticidade a dor em luta, como gestos do lúdico e da alegria em miríades expandidas.
o livro é uma orquestração de vozes e ritmos, onde o sagrado e o profano se encontram, onde a alegria, o lúdico e o erótico se manifestam multiformes agregando em si várias temporalidades como o refúgio de buscas constantes. das encruzilhadas do blues aos tambores ancestrais, da diáspora à celebração da negritude, esses ovissungus de leo gonçalves pulsam com a vida que teima em florescer em meio ao caos de seda e de ternura.
com uma linguagem em sexualidade que ora fere e ora acaricia em eroticidade, o autor nos convida a revisitar a história, a questionar o presente do antropoceno e a construir um futuro onde a liberdade seja mais que uma palavra, mas a energia que pulsa em todos. marselhesa para sangues impuros expõe em cena os sentidos dos cantos/poemas (ovissungu) em sonoridades, visualidades, tactiabilidades como músculos da paisagem que deve residir na beleza humana.
abreu paxe
_outras informações
isbn: 978-85-7105-225-3
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 84 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª