Brasa d’água

Disponibilidade: Brasil

ali, onde se toca em mim, o mundo desmancha,
meu corpo se abre ao ventre da terra,
um gozo que é carne, pele e fogo,
um espasmo que me une àquilo que sou,
abraço de sombra e luz,
onde sou serpente, sou veneno e antídoto,
onde somos o segredo,
o sagrado.

R$52,00

_sobre este livro

Em Brasa d’água, a poesia nasce da contradição. Aqui, fogo e líquido não se anulam: se atravessam. Cada poema é um corpo em estado de passagem, exposto ao calor da memória, ao vapor do desejo, à água turva do tempo histórico.

A obra se organiza em seis movimentos, Brasa, Reflexo, Fenda, Vapor, Cicatriz, Maré, que não seguem uma linha reta, mas um ciclo no qual a voz poética habita o íntimo sem se fechar nele. O cotidiano, o sonho, a sexualidade, a natureza, a política e a violência coexistem no mesmo campo de força, como se o poema fosse ao mesmo tempo abrigo e confronto.

Há uma escrita do corpo que sangra, deseja, ama, adoece, goza, resiste, e uma escrita do mundo, onde o amor não se separa do conflito, e a experiência individual se reconhece atravessada por sistemas de controle.

Brasa d’água é um livro de atravessamentos. Não pede leitura apressada nem oferece conforto fácil. Convoca o leitor a sustentar o calor, atravessar a névoa, aceitar a instabilidade como método. Entre incêndio e maré, resta ao leitor aceitar o risco, e mergulhar.

_outras informações

isbn: 978-85-7105-456-1
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 104 páginas
papel pólen 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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