Mataram todas as minhas sombras.
Já não há mais.
Como faço?
Vou para onde apanhar sombra?
As sombras onde bebi leite da minha mãe
Onde apanhei os primeiros galhos caídos
para a fogueira de casa
As sombras que cheiravam a tojo, urze e pinheiro
As sombras dos meus pulmões, dos pirilampos,
dos javalis, das pedras,
dos penedos, das abelhas, das libélulas,
As sombras do meu sol
Já não há mais.
Nunca mais,
Nunca mais serão iguais
E as raposas? Alguém as viu?
(As minhas sombras, página 45)
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