Miguel Branco
é natural de Almada, cidade que muito molda a sua personalidade, tal como os discos de Zeca Afonso, os poemas de Manuel de Freitas, a grua da Lisnave, o cheiro a vento e a peixe-assado de Cacilhas. Licenciou-se em Jornalismo e tornou-se jornalista de cultura — jornal i; Time Out Lisboa; Observador. Foi através do mesmo que engoliu o teatro, tornando-se dramaturgo. Até parece (2019), Há dois anos que eu não como pargo (2020), Lama ressequida com marcas de carro (2020), Um pano em Vancouver (2020) e O golfinho André (2020) foram algumas das peças que escreveu e que foram levadas a palco pela Mascarenhas-Martins, estrutura artística fundada no Montijo por Levi Martins e Maria Mascarenhas. Aí, além de comunicação, coordenou o ciclo de leitura de textos dramáticos portugueses
O texto não morreu.
Em 2022 editou, pela Urutau, a sua primeira obra: Quatro peças para outras formas de vida. Foi um dos seleccionados para a Bolsa de Criação Literária 2022 — modalidade: dramaturgia — da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, através da qual escreveu esse silêncio que determina o almoço, monólogo autobiográfico de raízes familiares; este texto, sob o mesmo título, foi por si encenado e estreou na Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo, numa produção da Mascarenhas-Martins, em 18 de Outubro de 2024. É pós-graduado em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ainda comentador desportivo, assessor de imprensa e pai da Júlia e do Tomé.