Mattheus Tvardowski


escritor, praticante da saudade, alérgico e nada de mais. nascido em Porto Alegre, filho da classe trabalhadora e insisto nessa por trinta e um anos. graduado em letras pela PUC-RS e largado um mestrado em linguística pela mesma iniciativa. tenho poucos troféus e medalhas, mas escrevo sobre a queda desde pequeno. a inspiração é um acontecimento ridiculamente singular entre a explosão e a afasia e, por isso, escrevo para esquecer. nada de mais. não leio os contemporâneos — a não ser os que obrigado pela admiração ou intimidade — e não reviso poemas. não acredito na roda do progresso, nem na novidade do atual, e, portanto, nada a dizer. sim, Beckett.
e também a tentativa inútil de acabar aquele pensamento de sete obras de Proust. para sempre Hilda Hilst, Ferreira Gullar e Milton Nascimento. acho que também devo agradecer aos caracóis, aos girassóis e, principalmente, à falta de amor. não sei como cheguei até aqui, mas talvez a sequência de Fibonacci explique alguma coisa.