Júlio do Carmo Gomes
(1976, Serra das Alhadas, Figueira da Foz)
vive entre Portugal e Berlim, onde cuida das suas crias. Estudou Ciências da Comunicação e foi jornalista em Portugal, Cabo Verde e Brasil. Em competição desleal com a sociedade cyborg-transhumana, descoloniza crianças e adolescentes no campo da literacia dos media.
Publicou a peça de teatro Urro/Gebrüll (7 Nós & Oficina Arara, 2021), um monólogo estreado no histórico Volksbühne em Berlim (2015 e 2021), posteriormente levado à cena em Portugal (2017 e 2021).
Em 2022, a Editora Devires (Brasil) incluiu o seu ensaio Uma heresia contra o humanismo – chocalheiros e candomblecistas em devires neo-animistas na colectânea Enviadescer a Decolonialidade. É tradutor e editor (7 Nós), tendo fundado em Berlim a revista Utopie — Magazin für Sinn und Verstand. Na capital alemã, tem publicado poesia, ensaio e ficção na revista Stadtsprachen.
Colabora regularmente com o Jornal Mapa e a revista Flauta de Luz.
Tudo projectos e fragmentos da sua passagem pelo mundo que muito devem à raiz matricial da Gato Vadio, livraria que fundou em 2007 e que segue de portas abertas na cidade do Porto.
Em 2025, uma co-edição Flauta de Luz & Cornuda Radiante deu à estampa o seu livro de contos Liberne, Histórias dos Montes Baldios, icónico resgate ficcional do mundo comunitário das serras do Gerês e do Norte de Portugal.