Lari Lewandoski
é artista visual e performer — errante entre o Velho Mundo e os trópicos. A sua prática situa-se na intersecção entre o cinema e a performance enquanto dispositivos fabulativos capazes de instaurar desordem, fricção e deslocamento. Interessa-lhe a criação de zonas de instabilidade onde os signos vigentes — coloniais, normativos, identitários — possam ser tensionados até à sua dissolução.
O seu trabalho investiga o corpo como arquivo vivo e território de disputa simbólica, mobilizando a fabulação como gesto político e ferramenta de reinscrição do imaginário. Entre o documental e o ficcional, entre a presença e a projeção, constrói paisagens sensoriais que operam como contranarrativas às estruturas hegemónicas de representação.
Com forte teor político, as suas obras atravessam performances, instalações, peças fílmicas documentais e híbridas, ativando relações entre memória, deslocamento, espectralidade e pertencimento. Através de estratégias de montagem, incorporação e ritualização, convoca o caos não como destruição, mas como potência generativa — um campo fértil para o surgimento de outras epistemologias e formas de vida.