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Vida gauche e doce

Disponibilidade: Brasil/Europa

Nesta autobiografia corajosa e envolvente, a cantora e compositora Bárbara Eugênia nos conduz por uma jornada íntima entre luz e sombra, entre o gauche — estranho, torto, deslocado — e o doce — a beleza que resgata.
Dos primeiros anos entre Brasil e Estados Unidos às noites loucas da cena underground paulistana, das relações abusivas às redes de amizade que sustentam, do câncer na tireoide ao despertar espiritual que transformou sua arte em cura, Bárbara desnuda sua trajetória com uma honestidade rara.
Mais do que um relato biográfico, este livro é um testemunho de que é possível renascer das próprias ruínas. Entre tapas e beijos, entre a boemia e o divino, entre a música que salva e a dor que ensina, Vida Gauche e Doce é um convite a abraçar a própria imperfeição — e encontrar nela a chave para voar.

 

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_sobre este livro

Eu nunca vou esquecer a primeira vez que vi Bárbara! Mil novecentos e noventa e nove, Lapa, porta da Fundição Progresso. A caravana de Niterói tentando entrar na X-Demente (procure saber!). Ela estava virada da noite anterior — louca, arregalada, irritada e absolutamente linda. Saia longa, All Star de cano alto, blusinha regata: tudo preto cobrindo a pele muito branca. O cabelo, também tingido de preto, bem curto. A cara lavada, só um lápis realçando os olhos arregalados, lindos, loucos e irritados. Acho que fui eu quem pôs seu apelido de Bárbara Bad. É que ela estava sempre raivozinha, revoltada, reclamativa, se esforçando para ser menos linda, e obviamente sem sucesso. No livro ela diz que foi Paulo Gustavo, mas gosto de pensar que eu falei, ele gritou, geral ouviu e o apelido pegou: Bárbara Bad.
Nós não tínhamos nem “20 anos blue” (e já que música permeia a vida e o livro de Bárbara, deixo aqui essa da Elis sugerida porque tem tudo a ver) e agora nossa geração está chegando aos 50. Passados esses anos todos, acho que entendi a Bad. Com tanta sensibilidade, senso crítico e coragem, Bárbara não queria ser reduzida à sua beleza — o que seria muito fácil. E ela conseguiu. Escrever sua própria biografia mostra isso. Bárbara não só vem cumprindo uma vida autêntica, como tem a coragem de olhar para si e nos contar tudo.

Sua história não é um poema em linha reta: há avanços e retrocessos, abismos e molas no fundo do poço. E se Fernando Pessoa nunca conheceu quem tivesse levado porrada, é porque não conheceu Bárbara Eugênia. Narrando uma vida de quem escolheu a liberdade em vez da segurança, escolheu escolher, e ainda poder mudar de escolha se quiser — por isso de estudante de cinema a cantora e compositora; de tradutora a mestra em Reiki e canalizadora dos Registros Akáshicos —, Bárbara conta sem vergonha as muitas porradas que levou e as tantas vezes em que foi ridícula, vil e errônea nesta terra (seja em Niterói, Atibaia, Washington d.c., Sampa ou Lisboa).
É bonito ver uma mulher expor com honestidade — e muita terapia — sua bagunça. Abrir esta vida gauche e doce, dedicar-se a estas páginas, deve ter sido uma cura para ela. Pode ser também para quem a ler.
Pra mim foi.

Fil Braz

 

_outras informações

PRENSA-GUERRILHA LIVROS
revisão: Marcella Sarubi
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5 cm
páginas: 210 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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