Pérolas e malaguetas

Disponibilidade: Brasil/Europa

nem tudo o que arde
está em chamas
o silêncio queima

(página 18)

R$55,00

_sobre este livro

Não há elefantes na sala, há grãos de areia. A engrenagem para, o olho lacrimeja. Parece tolo, inocente, inócuo, mas basta para gerar incómodo. PÉROLAS E MALAGUETAS é um jogo de palavras, um conjunto de poemas curtos e aforismos, que evocam a brevidade da linguagem. É a recusa do enorme, agigantando o minúsculo. Poemas não-poemas, não-sistema, não-restritos, não-específicos, o léxico brincando às escondidas, esconde-esconde, a efemeridade. Um lugar de possibilidades acessíveis, uma ponte para a marginalidade das reflexões sobre a vida, o tempo e as emoções. O livro captura o pestanejar, o estalar de dedos, o voo dos pássaros numa gaiola com a porta aberta. Os seus não-textos não se constroem no excesso, antes se excedem na fricção do gesto. A brevidade não é economia formal, é uma posição ética que valoriza o que passa depressa, mas deixa marca suficiente para o regresso. Desperta a delicadeza e a ardência, o brilho e a ferida, o que alimenta e o que provoca. A linguagem aproxima-se da oralidade, mas não se acomoda — brinca, desloca-se, incomoda. Pérolas ornamentam, malaguetas inflamam. Não existe uma linha reta nem promessa de futuro, aceita-se o instável como o equilíbrio possível,
uma leveza que não ignora o peso do perigo do que é exposto. Irónico, repetitivo, conflituoso: o atrito como abrigo para a desconstrução do que é imposto. Não há progenitores, nem prole. Há linguajares, linguarudos, dando à língua, recusando normas fixas e sentidos únicos. PÉROLAS E MALAGUETAS não oferece respostas estáveis nem estáticas, mas um desconforto fértil à construção contínua de quem o lê. A palavra é molde e matéria.

 

_outras informações

ISBN: 978-85-7105-406-6
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14x19,5 cm
páginas: 76 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2026
edição: 1ª

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