Miragem

Disponibilidade: Brasil

em outra língua
coisas novas ganham existência
— por telepatia conversamos de linguística —
eu respondo:
— você quer a explicação real
ou a divertida?

R$49,90

_sobre este livro

“É bom lermos tudo de alguma coisa, e alguma coisa de tudo”, já alertava Joseph Brodsky. Nesse conceito, sobretudo, caberia notar a validade da forma e do conteúdo no que se torna um novo veículo das letras historicizadas — digo, um livro. Um novo livro. Uma reunião de estreia — nascemos de um útero, e ainda de um punho. Parafraseando outra figura querida na poesia, Angélica Freitas. É assim que saúdo com uma dupla felicidade, de leitora/autora e professora de escrita, a chegada de Miragem.

Um título que é fidedigno ao que você lerá neste volume: “o mundo é da cor das araras escondidas”. Talvez haja uma metáfora central da vida, e neste conjunto de emocionantes

versos: senta-se e analisa a paisagem.

Paniago nos entrega “as pupilas//duas ilhas”, como se ofertasse binóculos diferenciados — vista-os já! — pelos quais podemos repetir as memórias pessoais com as memórias coletivas, comparando a força e a fraqueza do Tempo e, igualmente, ainda “nos distinguimos
da metáfora”, algo que ela também nos alerta aqui, e tem ela lá sua razão. É ainda verdade que em nós, em pleno século xxi — e todas as suas lutas perdidas ou vencidas — há uma vontade, no ser humano, de continuar a reinventar a língua oral e a escrita, no caracol de toda literatura, em um “desterro” ou até um cortejo: as gerações permanecerão, “sou a cobra que abocanha a própria cauda”.

Simplesmente, será que você “tem coragem?” (de notar?). Paniago nos indaga. Acredito: temos, sim. Acredito mesmo que é pela coragem que nós, tantos milênios depois, lemos

e reescrevemos mais sobre esse jogo de expiação, o livro.
Maria Eduarda nos apresenta uma bem escrita embarcação, “voyerismo obsceno dos barcos”, dos bancos e bússolas ao redor, demonstrando habilidade de escuta e execução em versos.
A cada página, ela entrega detalhes deliciosos, com ritmo e rimas bem distribuídos. Logo, lê-se por diferentes viagens possíveis, palavras de amor, amizade, paixão, geografias e objetos, naturais e abstratos, e com eles somos fisgados por essa leitura leve e densa. Destaco a tríade de poemas “Entrega”, “Ignorâncias” e “Já não toca o meu radinho”. E reverencio Paniago: sejam bem-vindas pessoas leitoras a esse “catar jabuticabas” com os olhos pendurados em nossas mãos plenas.

Mariana Basílio
Maio de 2025

 

_outras informações

isbn: 978-85-7105-214-7
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5cm
páginas: 56 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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