A sexta hora

Disponibilidade: Brasil

ao longe
longitudes
pequenas esferas
mal cozidas
nos meandros
maleáveis da
sensorialidade.

R$49,90

_sobre este livro

A começar pelo título, a obra A sexta hora, da poeta Jandira Zanchi, é uma alusão à “hora sexta”, que, segundo o calendário judaico, é aproximadamente ao meio-dia. Nas Escrituras Sagradas, possui relevância significativa, principalmente no Novo Testamento, onde diversos acontecimentos importantes se desenrolam nesse período. Ou seja, é um instante de introspecção, meditação e prece. Nesse contexto, o eu lírico de A sexta hora nos convida para uma viagem poética, reflexiva e contemplativa, onde a poesia “não é a lógica ou a luz ou o leve o entretanto / antes o breve a ascensão um milagre ou neve/imersão.”

Ao longo dos 53 poemas que compõem a obra, iremos nos deparar com imagens bem trabalhadas, o que nos remete à Fanopeia — recurso retórico estabelecido pelo poeta norte-americano Ezra Pound para associar imagens à imaginação visual poética —, além de recursos estilísticos como a aliteração, sinestesia, ritmo e musicalidade, que potencializam a expressividade e despertam sentimentos em quem lê.

A sexta hora é um livro que flerta com a tradição poética, especialmente o Simbolismo, mas com o frescor contemporâneo, principalmente nos temas abordados e a estrutura dos poemas, que “não aceitam esse lirismo pobre manufaturado dos códigos da resistência”. Isto é, a poesia é catarse como “a água remove todo resíduo ou busca / ou oração / encontro”.

Ao ler esta obra é importante “que se entenda e não se surpreenda / não é retilíneo nem discursivo / o processo / o ingresso / a feliz ou infeliz permanência” da poesia que a todo momento se revela, ou melhor, se rebela.

Francisco Gomes

_outras informações

isbn: 978-65-5900-772-1
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 13x16,5 cm
páginas: 80 páginas
papel polén 90g
ano de edição: 2025
edição: 1ª

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