O parque é amplo e insinua-se a todos que nele entram. Se soubessem. Mas não sabem que estão prestes a sucumbir. O parque insinua-se e fá-lo sem rodeios. Ele, pelo contrário, cultiva timidez na forma como se senta ao lado dela. Com um olhar de sumarenta fruta tropical, ela espreme-se em rendição. Sem hora marcada, por entre os galhos, alguém assiste à discreta revolução de um beijo.
(peixe-cravo, página 28)